sexta-feira, 19 de junho de 2009

O Dr. Coto Alçado e a falta de tempo

«A falta de tempo
Por Prof. Doutor Coto Alçado

É catastrófico o efeito que a falta de tempo tem nas relações conjugais. No último episódio assistimos à dificuldade de entendimento do casal devido ao facto de a esposa ter de realizar uma visita de cortesia aos pais que sofrem de doenças terminais profundas e o marido ter de assistir a um jogo de futebol para concretização dos seus deveres profissionais como scout.

Creio já ter abordado aqui formas de combater a falta de tempo e não me alongarei demasiado nessa problemática. Gostaria, porém, de aconselhar a prudência para com os pleonasmos amorosos. É evidente que um marido que numa mesma frase enuncia amor, adoração e paixão pelo mesmo destinatário, se encontra sob o efeito de uma patologia obsessiva e precisa de aconselhamento clínico urgente. Caso o leitor se veja a proferir expressões similarmente tautológicas destinadas a uma única pessoa, objecto ou animal, recomendo-lhe que me consulte com a maior brevidade possível.»

O professor doutor José Manuel Coto Alçado é licenciado em Psicologia Afectiva pela Universidade Moderna, doutorado em Practical Sex pela Universidade de Berkeley e professor em diversas instituições superiores da Europa, África e Arquipélago da Madeira. É consultor de vários periódicos dedicados às relações afectivas, como o Practical Relationships, Le Problematique du Mariage, Busty Bitches, Mariana e Telenovelas.

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Consultório Pós-coital


Cara dr. Filomena,
Cara amiga, gostaria de a consultar sobre um assunto delicado. Sou casada há 15 anos. O meu marido tem verrugas, cheira mal dos pés, tem um desempenho de 3.ª divisão distrital na cama, passa o tempo todo a lamuriar-se da família dele, do emprego, da saúde, da comida, do ténis, da casa, da canalização, do carro, da televisão, do tempo e dos resultados do Benfica. Eu não o amo e estou até bastante farta dele. Só que ele tem um bom salário.
Recentemente, no meu ginásio atribuíram-me um novo
personal trainer, um rapaz de 25 anos musculado, de pele bronzeada, cabelo crespo e olhos azul-céu. É uma simpatia de pessoa e muito gentil, com mãos de fada para me ajudar a fazer os abdominais.
Ultimamente, não sei bem porquê, tenho-me sentido ainda mais cansada do meu marido do que o costume, e até já pensei no divórcio; o problema é que a mesada que ele me dá dava-me jeito para pagar o ginásio, o solário, a piscina, o esteticista, o cirurgião plástico, a clínica de depilação e os chás no Majestic.
Que conselho é que me dava?
Um beijo da
Enfadada
 

Cara Enfadada,
É óbvio que uma mulher não tem um mínimo de qualidade de vida sem uma boa depilação a laser. Sugiro-lhe que continue com a sua vida normal, mas quando fizer sexo com o seu marido imaginar que está a fazê-lo com o seu personal trainer. Vai ver que rapidamente recupera a satisfação sexual ou, em alternativa, perde o interesse pelo personal trainer. Caso isso não resulte, sugiro-lhe Ratox.
Um beijo da Filomena.

Mais perguntas, dúvidas e reclamações pré-sexuais, sexuais, sexagenárias, pós-sexuais, inter-sexuais, intrassexuais, assexuais, amorosas, odiosas, indiferentes, sentimentais e ressentidas para pos.coital@gmail.com.

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

O Dr. Coto Alçado e o sono pós-coital

«Os nomes
Por Prof. Doutor Coto Alçado

Foram quatrocentos e sessenta e três os casos de separação e conflito devido a sono pós-coital com que me deparei nos meus 25 anos de carreira. Isto incluindo o casal em que o marido também era zoófilo.

Grave. É um problema muito grave. 50% dos casos acabaram em separação, 15% acabaram em hospitalização, 8% em acidentes rodoviários, um caso acabou tetraplégico por ter caído do andaime. Os outros deram um beijinho e perdoaram-se mutuamente.

Tenho de insistir sempre no mesmo conselho: Antes. De. Fazer. Sexo. Arranjem. Um. Preservativo.

Ah, e claro: Tomem. Um. Redbull!

O café não é suficiente. Redbull. Ou então anfetaminas. Ou as duas coisas. Lavar a cara também ajuda. Em casos mais extremos, tive de receitar choques eléctricos de intensidade moderada.

Os meus estudos indicam que é mais grave enganar o parceiro sexual, mas a moleza dos membros e o peso incontrolável das pálpebras não pode ser ignorado.

Pensem nisto.»

O professor doutor José Manuel Coto Alçado é licenciado em Psicologia Afectiva pela Universidade Moderna, doutorado em Practical Sex pela Universidade de Berkeley e professor em diversas instituições superiores da Europa, África e Arquipélago da Madeira. É consultor de vários periódicos dedicados às relações afectivas, como o Practical Relationships, Le Problematique du Mariage, Busty Bitches, Mariana e Telenovelas.

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Já não há mais dicas

youtube vítima crise

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Consultório Pós-coital

Filomena querida,
Recorro a si, querida amiga, porque me surgiu um enorme problema. O meu namorado insiste em fazer amor usando uma peruca que o faz parecer o John Lennon. Eu gosto muito do meu namorado e quero que ele se sinta bem. Mas a verdade a situação causa-me algum desconforto porque gosto mais dos Rolling Stones e preferia que ele usasse uma peruca que o fizesse parecer mais com o Keith Richards.
Tem alguma sugestão que nos permita satisfazer aos dois?
Beijinhos da
Yoko

Cara Yoko,
Sugira ao seu namorado que, além da peruca, use também eyeliner e um lenço em volta da peruca. Deste modo ele vai continuar a achar que é o John Lennon e a Yoko pode sempre pensar que é o Johnny Depp a fazer de conta que é o Keith Richards nos Piratas das Caraíbas.
Espero que a satisfaça.

Beijinhos da Filomena.

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